O nome dado pela produção brasileira é um horror. Didatismo feio. O nome original “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” é muito mais charmoso. Esse filme altera momentos muito bons com outros um tanto pastelões, além de ter um final que pareceu preguiça de maior complexidade. Não somente pela protagonista ele lembra uma mistura de Fargo com um faroeste de Clint Eastwood adicionado à um drama razoavelmente teatral. As imagens são muito parecidas com as de bons filmes sobre Estados americanos e suas caracteríticas geo-culturais, como o belíssimo Nebraska ou mesmo outros dos irmãos Coen.

A direção é discreta e parece ser intencional, acho que foi excelente assim, melhor do que diretores que metem a mão de um jeito que fica caricatural como em Lady Bird, por exemplo. É um enquadramento paradão, convencional, até porque a fotografia está linda, mas de vez em quando tem um bom movimento de câmera. O elenco é realmente forte, embora estereotipado sob certos aspectos, porém, não é sem mérito que dois atores estão entre os indicados para coadjuvantes. O roteiro é absolutamente singular, nunca vi nada igual, obviamente a singularidade não é sinônimo de qualidade, mas nesse caso fechou muito dentro das possibilidades. 

Tem um ar de humor negro mesmo, e coincidências a parte, está lá a atriz que protagonizou Fargo, dos irmãos Coen, e que pode muito bem levar o Oscar de melhor atriz do ano. É filme americanasso para ganhar Oscar.

 

 

 

Há uma abordagem sobre o ódio e sua vivência agoniada na impotência da protagonista feminina.
Nota 8,5.
Sobre o Autor

Não sou cineasta, mas gosto de criticar o trabalho dos outros rsrsrs

Visualizar Artigos